A verdade sobre as prisões em Charlotte pelo ICE: mais de dois terços não tinham nenhum antecedente criminal
- Heddy Patrick Alves Garcia
- 24 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Nos últimos dias, muita informação tem circulado sobre as prisões em Charlotte realizadas pelo ICE e pela Patrulha de Fronteira (Border Patrol).
Agora, com os dados confirmados por documentos internos do próprio Departamento de Segurança Interna (DHS), uma verdade ficou impossível de ignorar:
Mais de dois terços das pessoas presas não tinham qualquer histórico criminal.
Segundo o relatório obtido pela CBS News, mais de 270 pessoas foram detidas durante a operação. Destas, menos de 90 foram classificadas como “criminosas”, incluindo pessoas com infrações leves.
Isso significa que a ampla maioria eram trabalhadores, pais e mães de família, pessoas indo para o trabalho, dirigindo seus filhos para a escola ou vivendo suas rotinas normais.
E por que isso importa?
Porque operações desse tipo não aumentam a segurança pública. Pelo contrário:
• Criam um ambiente de medo que desestabiliza famílias inteiras.
• Quebram a confiança entre a comunidade e o governo — confiança que leva anos para ser reconstruída.
• Consomem recursos públicos enormes em ações que não atingem os “criminosos perigosos” que dizem buscar.
• Afetam diretamente a economia local: quando trabalhadores deixam de sair de casa por medo, setores inteiros param — construção civil, limpeza, serviços, restaurantes e muito mais.
Charlotte é uma cidade construída pelo trabalho de milhares de imigrantes. Atacar essa mesma comunidade com operações amplas, imprecisas e mal direcionadas não traz segurança. Traz desespero, instabilidade e sofrimento para todos — inclusive para quem não é imigrante.
O que os dados mostram é simples:
Essa operação não foi sobre “criminosos perigosos”. Foi sobre prender quem estava ao alcance, sem critério e sem considerar o impacto humano, econômico e social.
Precisamos de políticas que promovam segurança real, não estratégias que espalham medo e desconfiança. Charlotte merece mais — e nossa comunidade também.




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