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Tragédia: house cleaner é morta a tiros na frente do marido ao errar casa para limpar


Uma mulher de 32 anos, identificada como Maria Florinda Ríos Pérez, mãe de quatro filhos e natural da Guatemala, foi morta a tiros na manhã de 5 de novembro de 2025, em Whitestown, Indiana.


Ela e o marido trabalhavam como faxineiros e haviam sido contratados para limpar uma residência. Segundo o marido, o casal conferiu o endereço duas vezes e circulou o bairro para garantir o local correto. Quando chegaram à porta, Maria tentou colocar a chave na fechadura — “ela nem chegou a colocar a chave”, contou ele.


Pouco antes, havia uma chamada de emergência denunciando uma suposta invasão na mesma casa. A polícia classificou o caso como homicídio e enviou o inquérito ao promotor do Condado de Boone para decidir se haverá acusação.


O que torna o caso ainda mais delicado é que a legislação de Indiana permite o uso de força letal se um morador acreditar razoavelmente que há uma invasão ou risco de vida. Essa regra é conhecida como castle doctrine ou stand your ground.


No contexto da EMBRACE, este é um alerta para todos os trabalhadores e trabalhadoras, especialmente aqueles que enfrentam barreiras de idioma ou atuam de forma autônoma, muitas vezes entrando em ambientes novos. Precisamos aprender com esta tragédia para que ela nunca se repita.



Como evitar que isso aconteça com você


Aqui vão 3 ações simples que trabalhadores de limpeza, manutenção ou serviços autônomos podem adotar:


1. Verifique o endereço e confirme com o cliente

Antes de sair, confira o número, o nome da rua e se possível peça uma foto da fachada. Ao chegar, se algo parecer errado, entre em contato com o cliente antes de tentar abrir a porta.



2. Peça para o cliente estar presente na chegada

Sempre que possível, combine que o morador esteja em casa para recebê-lo. Evite tentar abrir portas sozinho, especialmente em locais novos.



3. Use identificação visível e avise onde você está

Use crachá, uniforme ou algo que mostre seu trabalho. Avise um colega, familiar ou grupo da EMBRACE sobre o endereço e horário do serviço. Se algo parecer estranho, afaste-se e ligue para o cliente ou para ajuda.




Como funciona a lei na Carolina do Norte (NC)


Na Carolina do Norte, a lei permite o uso de força — até mesmo letal — em situações de legítima defesa pessoal ou de outras pessoas quando há risco real de morte ou ferimento grave.


Não existe obrigação de recuar (“duty to retreat”) se você estiver em casa, no carro ou no trabalho e agir de forma legítima.


Por outro lado, não é permitido usar força letal apenas para proteger bens materiais. A defesa de propriedade não justifica matar alguém se não houver risco de vida ou invasão violenta.




Como funciona a lei na Carolina do Sul (SC)


Na Carolina do Sul, a chamada “castle doctrine” também é válida. O morador pode usar força letal se alguém estiver entrando ilegal e violentamente em sua casa, veículo ou local de trabalho, e ele acreditar que há perigo de morte ou ferimento grave.


Assim como na Carolina do Norte, não há obrigação de recuar se a pessoa estiver em um local onde tem direito de estar.


Mas cada caso é avaliado individualmente: mesmo que o autor diga ter agido em defesa, as autoridades analisam se o medo era realmente justificável e se o uso da força foi proporcional.




O autor pode não ser considerado culpado?


Sim, é possível. Em casos como o de Maria Florinda, o ponto central será se o morador realmente acreditou, de forma razoável, que havia uma invasão ou risco de vida.


Se ficar comprovado que o casal apenas confundiu o endereço e não tentou entrar à força, o atirador poderá enfrentar acusações. Mas, se o morador convencer as autoridades de que acreditava estar sob ameaça real, ele pode ser protegido pela lei de defesa.


Essas situações mostram a importância de todos nós — especialmente trabalhadores imigrantes — termos informação, prudência e comunicação clara antes de entrar em qualquer residência nova.


Se você deseja saber mais ou precisa de ajuda em casos de violência no trabalho, ligue na EMBRACE no 704 369 4145.

 
 
 

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