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Bancos e Novo Projeto de Trump: O Que Mudou e O Que Isso Significa Para a Nossa Comunidade


Nas últimas semanas, circularam muitas preocupações sobre uma possível ordem executiva que obrigaria os bancos americanos a coletar informações de cidadania de todos os seus clientes. Para muitas famílias da nossa comunidade, esse era um cenário assustador. A boa notícia: a proposta original foi recuada. Mas é importante entender o que de fato mudou — e o que ainda precisa ser acompanhado de perto.


O que estava sendo proposto?

Desde fevereiro de 2026, o governo Trump vinha considerando exigir que os bancos coletassem comprovante de cidadania de seus clientes — tanto para abrir novas contas quanto, possivelmente, para quem já tinha conta. Isso incluiria documentos como passaporte americano ou outros comprovantes de cidadania.


A proposta preocupava muito além da comunidade imigrante. Especialistas alertavam que milhões de cidadãos americanos — principalmente idosos, famílias de baixa renda e moradores de áreas rurais — também seriam afetados, porque muitas pessoas não têm acesso fácil a documentos que comprovem cidadania.


O que aconteceu em 19 de maio de 2026?

O presidente Trump assinou uma ordem executiva — mas ela ficou muito aquém da proposta original.


Em vez de exigir que os bancos verifiquem a cidadania de todos os clientes, a ordem determina que o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, oriente as instituições financeiras sobre sinais de alerta relacionados a atividades suspeitas — como evasão de impostos sobre folha de pagamento, pagamentos não registrados e uso de números ITIN (número de identificação fiscal individual) para abrir contas sem presença legal verificada.


A ordem também instrui o Tesouro e os reguladores a propor mudanças na Lei do Sigilo Bancário para facilitar a obtenção de informações sobre clientes quando necessário.


Por que a proposta original foi abandonada?

A pressão veio principalmente do setor bancário. Grandes bancos e grupos do setor financeiro alertaram que verificar o status de cidadania de todos os clientes seria extremamente caro, operacionalmente inviável e poderia afastar milhões de pessoas do sistema financeiro formal — algo que os próprios reguladores financeiros preferem evitar por razões de segurança nacional.


Analistas observaram que tirar pessoas do sistema bancário regulamentado cria riscos maiores, não menores.


O que ainda está em aberto?

Importante: a ordem executiva assinada não é o fim da história. Ela abre caminho para que o Tesouro e reguladores proponham mudanças adicionais às regras do sistema bancário. O que essas mudanças vão significar na prática ainda depende de como forem implementadas nos próximos meses.


Alguns pontos continuam preocupantes: a ordem menciona que o uso de ITIN para abrir contas ou obter crédito pode ser visto como um sinal de risco. Isso pode gerar mais dificuldades para pessoas que usam ITIN — uma prática legal e amplamente utilizada por imigrantes e trabalhadores que pagam impostos nos Estados Unidos.


O que você precisa saber agora

  • Os bancos não são obrigados a pedir comprovante de cidadania no momento.

As regras atuais pedem verificação de identidade (nome, endereço, data de nascimento e número de identificação fiscal), mas não exigem cidadania.


  • Ter uma conta bancária continua sendo um direito possível.

Se você tem ITIN, pode ainda abrir contas em muitos bancos — mas é prudente acompanhar eventuais mudanças nas políticas de cada instituição. - **Fique atento a atualizações.


  • A situação pode evoluir à medida que o Tesouro e os reguladores implementam as novas diretrizes.


A EMBRACE acompanha de perto essas mudanças e está aqui para ajudar.

Se você tiver dúvidas sobre acesso a serviços financeiros, navegação de documentos ou outros assuntos práticos, entre em contato conosco. Estamos aqui para caminhar junto com a nossa comunidade — em português, espanhol e inglês.


Nosso número: (704) 369-4145.

 
 
 

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